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O que é o câncer?
O câncer é o resultado da multiplicação exagerada e descontrolada de algumas células que adquirem a capacidade de invadir estruturas sadias à sua volta. Eventualmente, podem deslocar-se do seu local de origem, atingir a corrente sanguínea e alcançar outras partes do corpo. Quando essas alterações ocorrem no tecido mamário, temos o Câncer de Mama, que se manifesta, normalmente, sob a forma de um caroço ou nódulo palpável.
Todo nódulo palpável na mama é câncer?
Não. Temos vários nódulos mamários palpáveis que são
de natureza benigna, sendo mais comuns os cistos e fibroadenomas que têm boa evolução e, na maioria dos casos, só necessitam de controle periódico.
Além da apalpação de nódulos existem outros
sinais sugestivos de Câncer de Mama?
O aparecimento de ínguas nas axilas, modifi cações da forma
e tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com
sangue pelo mamilo e modifi cações na pele, na auréola
mamária ou no mamilo podem ser sinais indicativos de Câncer de Mama.
Existe predisposição para o câncer de mama? 
Sim, existem fatores de risco, que estão associados ao
aparecimento do Câncer de Mama. Esses fatores devem ser
identificados, pois permitem ao médico acompanhar seus
pacientes individualmente e traçar condutas específicas para
a prevenção.
Quais são os fatores predisponentes?
São considerados fatores de alto risco a história familiar
(mãe ou irmã com Câncer de Mama na pré-menopausa)
e a presença de alterações genéticas (modifi cações nos
genes associados ao Câncer de Mama – BRCA1 e BRCA2).
A intensificação de medidas preventivas leva à detecção
precoce das alterações, aumentando a chance de cura.
Qual o significado da predisposição genética para o Câncer de Mama?
A detecção das modifi cações nos genes associados ao Câncer de Mama – BRCA1 e BRCA2 indica, apenas, uma predisposição não sendo defi nitiva para o aparecimento de Câncer de Mama. Esse exame deve ser feito preferencialmente nos grupos de mulheres que apresentem uma história familiar de Câncer em Mama ou ovário.
Qual a vantagem do diagnóstico precoce?
O diagnóstico precoce do Câncer de Mama possibilita o tratamento em estágios iniciais da doença, evitando procedimentos mais radicais e aumentando as chances de cura.
Quais as estratégias para o diagnóstico precoce de Câncer de Mama?
A detecção precoce inclui três estratégias complementares:
• Autoexame da mama: inspeção visual e palpação sistemática de cada mama pela própria mulher. Deve ser realizado geralmente entre o 7º e 10º dia após a menstruação.
• Exame clínico das mamas, realizado pelo profissional de saúde rotineiramente durante a consulta.
• Mamografia – exame radiológico.
O que é, mais detalhadamente, a mamografia?
A mamografia é um exame de Raios X das mamas. Na
imagem radiográfica da mamografia, o especialista
consegue detectar alterações sugestivas de câncer e diferenciá-las das lesões benignas. Para a realização do
exame é necessária a compressão dosada das mamas,
sem a qual não é possível a visualização adequada do
tecido mamário e a distinção das lesões. Apesar de ser considerada desconfortável por algumas mulheres, essa
compressão não causa nenhuma agressão ao tecido
mamário. Não é indicado que pacientes sensíveis realizem
o exame na fase pré-menstrual, quando já existe uma sensibilidade aumentada nas mamas.
Qual a idade ideal para iniciar a realização dos exames de mamografia?
A primeira mamografia deve ser realizada entre 35 e 40
anos e controles periódicos estão indicados anualmente ou
bianualmente a partir dessa faixa etária. Já nas mulheres
com história familiar de Câncer de Mama em casos
ascendentes de primeiro grau (como mãe e avó materna), o
rastreamento mamográfico deve começar 10 anos antes da
idade em que as mesmas tiveram a doença. Exemplo: se a mãe teve o Câncer de Mama aos 40 anos, o rastreamento
deve começar aos 30 anos.
É importante ressaltar que a mamografia é recomendada
como método de rastreamento, sendo indicada para todas
as mulheres, independente da existência de sinais ou
predisposição para o câncer.
Em que consiste a dupla checagem de exames
de mamografia? Tal procedimento é realizado pelo laboratório?
A dupla checagem de exames foi introduzida com o objetivo de diminuir as falhas na liberação de resultados e consiste na releitura das imagens por examinadores distintos, em momentos diferentes, para não haver a influência da primeira leitura. Tal procedimento é realizado de rotina pelo laboratório e aumenta em até 15% a sensibilidade da mamografia, ou seja, a probabilidade de um resultado falso negativo diminui quando realizada a dupla checagem.
Quando é indicada a ultrassonografia das mamas?
A ultrassonografi a das mamas não é método de rastreamento para câncer das mamas, mas é considerada como um importante adjuvante, em algumas condições, tais como:
• Em mulheres de mamas muito densas;
• Determinação da composição de um nódulo detectado
pela palpação e/ou pela mamografia;
• Na orientação da punção desses nódulos, que podem
ser císticos (e, neste cas,o passíveis de serem aspirados e
resolvidos) ou sólidos, podendo o material ser obtido por agulha fina ou grossa para estudo mais detalhado.
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