Nossos corpos produzem milhões de informações que não temos conhecimento. Com a evolução do Big Data, a tendência é que o acesso às essas informações passem a fazer parte do nosso cotidiano

Essas funções permitem um tratamento preventivo mais completo e confiável. Qual a tecnologia por trás dessas informações processadas em grande volume?

 

Big Data associado à nanotecnologia

 

Quando um paciente precisa atuar de forma preventiva para combater o avanço ou surgimento de uma enfermidade, o monitoramento se torna necessário. Nanosensores e a inteligência de dados podem realizar um telemonitoramento contínuo, inclusive durante o sono. Parâmetros importantes como frequência cardíaca e respiração estarão registrados para o auxílio do tratamento.

 

Um estudo¹ realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), publicado no portal Future Medicine, analisa, justamente, os benefícios que os tratamentos médicos podem ter com essa poderosa combinação. A nanotecnologia combinada com o Big Data, permite mais confiabilidade aos diagnósticos. A prevenção às doenças será mais precisa, os médicos terão mais informações para tomar decisões e os pacientes terão mais recursos para manter a saúde em equilíbrio, aponta a pesquisa.

 

Os dados disponíveis

 

Chama a atenção uma outra possibilidade da análise de dados. O departamento de Ciência da Computação da UFMG, desenvolveu uma iniciativa² curiosa.

 

A extração de dados de redes sociais — mineração de dados, na linguagem técnica — possibilitou identificar reclamações sobre sintomas de dengue na cidade de Belo Horizonte (MG). Com a análise dessas informações, foi possível observar onde as taxas de dengue estavam ocorrendo com maior frequência.

 

Esse exemplo, mesmo que ainda em formato teste, indica um interessante caminho. Com o domínio adequado dessa tecnologia, poderemos saber quais regiões precisam de mais vacinas para conter uma epidemia, por exemplo.

 

Smart Data

 

O termos usados para nomear novas funções computacionais são inúmeros. O importante é compreender como podemos usá-los a favor da saúde. Smart Data é uma variação do Big Data. Além da compilação de dados, já é possível fazer leituras inteligentes das informações coletadas.

 

Soluções que saltam aos olhos da medicina já são debatidas ao redor do mundo. Imagine prever qual será a interação de um paciente com um determinado princípio ativo de administração complexa? Com a leitura correta dos dados, esse tipo de informação estará disponível e a tomada de decisão do médico poderá ser feita de acordo com o organismo de cada paciente.

 

Existe grande expectativa do setor de health sobre o assunto. Otimizar o tempo de diagnósticos e impedir a manifestação de doenças é um desejo de todos.

 

O que estava escondido, no cantinho de algum lugar do nosso corpo, agora ganhará luz. Cabe a nós utilizar de forma inteligente o que a modernidade traz.

 

¹ USP

² UFMG

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